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Notícias Morador x Veranista/Visitante: o desafio do convívio em balneários praianos Não é novidade a eterna discussão sobre os benefícios e incômodos trazidos por veranistas e/ou visitantes em balneários praianos. Tema espinhoso e, por isso, de difícil abordagem pelas autoridades municipais (que visam mais os lucros e aplausos dos veranistas/visitantes, do que dos moradores locais, responsáveis pela vida anual do balneário), o convívio entre aqueles que vêm ao balneário, seja qual for este, para se divertirem e extravassarem sem limites, não raro trazem também inúmeros inconvenientes para o morador, desrespeitando-o sem qualquer razão. Está mais do que na hora do tema ser aberto a uma discussão pública que alcance tanto um universo como o outro, no sentido de atentarem para detalhes como: (a) trânsito - o morador local tem seu trabalho diário e não pode ser atrasado pelos displiscentes visitantes, em seu andar de carroça; (b) som - enquanto os visitantes estão em férias ou a lazer, o morador tem suas responsabilidades (em lojas ou outros tipos de trabalho) e é merecedor, portanto, do necessário descanso; (c)foguetes - inexplicavelmente, é elevado o número de pessoas que vem à praia a lazer ou para descansar e se distrair, mas fazem questão absoluta de irritarem a população com seus potentes artefatos explosivos (super-rojões, bombas etc.), sem razão alguma - embora também haja moradores que o fazem de maneira usual, dignos de severas reprimendas não levadas a termo pela justiça local; (d) convívio em si - o visitante/veranista deve compreender que, enquanto ele frequenta seu balneário raras vezes, o morador o mantém durante o ano todo, o que significa que é este último que deve ser respeitado a pleno, não significando, contudo, que o primeiro também não o seja; (e) preços - neste caso, ambos (morador e visitante/veranista) sofrem com o desrespeito de algumas casas comerciais (restaurantes, farmácias, lojas etc.) que, durante as temporadas de verão ou feriados prolongados, têm o péssimo costume de aumentar seus preços, penalizando a todos, indistintamente; esquecem que, se já é errado proceder assim com aqueles que vem de fora, é muito mais errado, ainda, fazê-lo com moradores que usam desses comércios o ano todo. Assim, é descabida a reclamação de comerciantes que se queixam, rotineiramente, de que moradores adquirem seus bens, produtos e serviços fora do município, já que são eles mesmos (os comerciantes e prestadores de serviços) que fazem por merecer. Vamos tentar mudar este cenário? Faça seu papel, zele pela sua cidade, pelo respeito aos visitantes (mas também exija respeito deste para com você), pela paz no trânsito e pelo sossego nas horas de descanso. Uma cidade melhor depende de todos nós, inclusive (e principalmente) da responsabilidade dos órgãos públicos, aos quais cabe normatizar, punir e zelar pelo bom convívio! Fonte: Máximo's - Divisão Marketing e Relações com o Mercado |
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